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Cheguei de Minas

Meu país é Minas Gerais
Nasci lá no sul de Minas Gerais, na cidade de Pouso Alegre. Como dizia o slogan de lá: a cidade que abraça o futuro. Lá, pra gente, costumam dizer, é sempre “logo ali”. Cresci ao redor das mulheres da família, acompanhando minha mãe, tias e avós bem de perto preparando delícias simples, mas com sabores que me acompanham até hoje. Não foram somente as mulheres que me proporcionaram experiências inesquecíveis e sentimentais para o paladar. Também pude contar com as mãos grossas e calejadas do meu pai. Ele, nascido na cidade de Bueno Brandão, criado com a lida na roça, me presenteou com muitas refeições caseiras e cheias de sabor.
Marcaram minha infância as visitais semanais aos meus avós paternos na chácara em Borda da Mata. Andar de cavalo sozinho, de charrete, subir a montanha, nadar no riacho, tomar leite “direto da vaca” pra caneca de alumínio com achocolatado. Esse passado vivido até os 18 anos formou minha memória afetiva gastronômica e todo o meu amor pela cozinha mineira. Nascer e crescer nessa terra me fez ser uma pessoa apaixonada pela comida e sabores típicos de Minas.

Cenário típico em Minas Gerais. Foto: jeanpiter / Pixabay
A paixão por queijos e doces de Minas, e as aventuras culinárias
Aos 9 anos eu já me aventurava sozinho na cozinha, usando como guia um caderninho espiral da minha tia com receitas escritas à mão. Cozinhava com prazer. Acompanhava alguém da família cozinhando com prazer. Desde criança sou fã das delícias que esse estado me apresentou: queijos frescos, queijos curados, queijo minas com furinhos, queijo minas molhadinho, queijo nozinho, doces de leite de colher ou em quadradinhos que derretem na boca, goiabada cascão, compotas de frutas. Pão de queijo. Pamonha recheada com queijo. Pastel de farinha de milho recheado com queijo meia cura. Viradinho de banana com queijo minas fresco. Doce de abóbora com queijo. Tudo com queijo!
Doce de leite feito somente com leite, tirado direto das vacas criadas soltas, e açúcar, que eu acompanhava minhas avós mexendo do início ao fim. Ansioso para que começasse a engrossar. Já fiz muito doce de leite na minha vida também. Raspar a panela (ou “rapar o tacho”) era o melhor momento.

Pão de queijo com cafezinho fresco também fazem parte do meu “menu” sentimental. Foto: isabelavoliveira / Pixabay
Tradições mineiras Brasil afora
Venho de uma família que, de forma natural e espontânea, preserva e repassa os hábitos alimentares de gerações passadas. E isso não sai da gente. Vim para São Paulo e trouxe tudo comigo sem jamais esquecer. Não teria como esquecer. Afinal, meu contato com minha família, minha cidade e seus sabores, permanecem intocáveis. Um elo que não se desfaz, mesmo depois de alguns bons anos vivendo em São Paulo. Raiz forte não some assim tão fácil, principalmente mantendo o contato constante com sua fonte geradora de vida. E isso é Minas Gerais. Uma fonte geradora de vida, sabores, simplicidade e positividade. São Paulo me trouxe o contraste do marasmo sufocante do interior com o choque violento da capital. Por qual optar?
E, assim, pensando em conectar e aproximar diferentes realidades e valorizar aqueles que têm muita tradição para compartilhar, surge o Chegou de Minas.
Este é apenas um texto de apresentação, tentando demonstrar um pouco do sentimento e da positividade traduzidos em alimentos e bebidas que o Chegou de Minas quer levar para os seus clientes e colaboradores. Nasce aqui um sonho, com o propósito de oferecer mais do que produtos selecionados de Minas Gerais, mas de dividir sensações e memórias gostosas de um pedacinho do nosso país cheio de acolhimento e sabores memoráveis. Afinal, o que é bom precisa ser compartilhado!

A beleza da vida está no seu dia a dia. Foto: thiagojoseamaral / Pixabay
Valorize o negócio local e o pequeno produtor. Até a próxima! 😊